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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Entrega

Não, não é uma encomenda.
São os sentimentos do palhaço, do clown.A elaboração do clown é difícil porque ele precisa botar para fora os sentimentos, os mais puros. Se ele está alegre, está alegre. Se está triste, está triste. Colocar para o seu corpo essa realidade não é simples. Se pensar "como eu faço isso?", "como faço aquilo?", não vai dar certo.Deixar acontecer. Entregar-se para as brincadeiras, para o jogo. Permitir a liberação de sua criatividade, sem as amarras das preocupações.
Libertar-se.
E fazer com intensidade, com vontade sempre crescente. O ato da entrega para o clown está relacionado com a sua vontade e o desejo de libertar-se, de transpor limites. Até onde eu posso chegar? - essa sim é uma boa pergunta. O ato da entrega também está ligado com o público, com a busca pela aceitação. Esse é um desafio, com o qual o clown terá de lidar durante toda sua existência. Quanto mais intensidade usar, mais o clown quebrará sua barreiras, limites. E fará algo especial, marcante - para os outros, mas muito mais para si - o que lhe conferirá um sentido para a vida e estímulo para o aperfeiçoamento constante.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Quando foi a última vez que você foi ao circo?

Resultado da enquete feita pelo blog revelou que 70% dos participantes não entram num circo fazem pelo menos dois anos ou mais. 20% estiveram ano passado e apenas uma pessoa em 2009, já que foram 10 votantes no total.

Tá na hora de surgir a lona, o picadeiro, palhaços, acrobatas, trapezistas, malabaristas, ilusionistas, enfim, todos os ‘istas’...

Respeitável leitor, se o circo chegar por aqui, avisa a gente.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Palhaços x Clowns

Esse post é o recorte de opiniões discutidas dentro de um tópico, que tem o mesmo nome do título, na comunidade Clown Brasil. Tem comentário de palhaço, clown, clownlhaço e palhown.

Nós não nos debruçamos sobre as convicções e dúvidas dos outros com indiferença, nós aprendemos. A Cia Trampolino tem cabeça aberta e linhas de trabalho diversas que permitem o fortalecimento da mente, espírito e corpo.

Seguem alguns comentários:

Palhaços versus Clowns

Se são diferentes, quais são as diferenças?

é a mesma coisa... essa parada q palhaço é chato e clown é legal ta na cabeça de cada um.... é tudo a mesma coisa!

Moda???

Porque as pessoas gostam de falar que fazem CLOWN??? Meu... tem medo de assumir que é PALHAÇO???

Um dia um clown estava apresentando no meio da rua, aí o público foi juntando, juntando e, no final do espetáculo, já tirando a maquiagem, um senhor tímido, encolhido, daqueles veinho, sem dentinho, todo risonho em sua timidez, disse ao artista:

- O sinhô é o maió paiaço que eu já vi.

Aí ele entendeu tudo.

clown...é palhaço em inglês não é mesmo? mas...essa estória que clown e palhaço são duas coisas diferentes é muito latino americano acho que só aqui mesmo que existe uma diferença...acho que não importa muito a nomenclatura. O negocio é ser verdadeiro e se divertir!!!

o que posso dizer q sei, é q o clown tem uma essência de "representar" aquilo que o artista é e sente, ele está representando aquilo q ele vive, expondo seus sentimentos e sua vida ao publico. O palhaço ele representa e faz o publico rir sem se preocupar em expor o artista, ele está apenas representando um papel.

ninguém conseguirá conceitualizar esse espírito débil que move os "poetas patetas gripados" ou os "ignóbeis ignorantes risonhos" dêem o nome que quiserem!

eta lere um e in ingreis e o otro em portugueis

O termo clown está caindo em desuso em São Paulo, existem movimentos nesse sentido. Há uma vontade de resgatar o significado do palhaço (a inserção do conceito clown ja serviu a seu propósito, é uma proposta datada).

Certa vez, chegou um homem em um psicólogo. Tímido, retraído, sentou-se diante do grande médico de almas.

-O que você tem? - perguntou o médico.

-Sabe o que é, doutor? - a voz do homem era baixa e frágil. - É que eu tenho um jeito estranho no peito. Nada me alegra, nada faz meu coração se sentir em paz. Não tenho motivos pra viver. Resumindo, não sou feliz.

-Sabe, estive pensando aqui ao observá-lo. Não vou nem te cobrar a consulta. Vou apenas lhe dar uma sugestão. Aqui na cidade há um circo muito bom. Lá existe um Palhaço, o melhor que já vi em toda minha vida. Não há tristeza que não fuja do coração diante daquela figura. Vá até lá. Garanto que o senhor vai gostar muito.

0 homenzinho levantou-se de onde estava encolhido, com o chapéu debaixo do braço.

-Não posso ir a esse circo, doutor - disse, pouco antes de atravessar a porta e sumir em uma das esquinas da vida.

-E por quê? – perguntou o doutor de almas.

O homem suspirou.

-Porque o Palhaço desse circo sou eu.

Essas variações que alguns estão dando se referem, principalmente, à linguagem particular ou espaço utilizado por cada artista que trabalha o clowlhaço (mesmo assim, com uma variedade e com inúmeras exceções, típicas da multiplicidade do mundo moderno...).

Vamos atrás de nossas verdades íntimas, ver como isso se estabelece e funciona com o público, vamos nos aprimorar tecnicamente, e acreditar no que fazemos... conhecer a história desses seres arquetípicos e, ao invés de gastar energia na discussão entre se joão é palhaço ou clown, pensar se seu trabalho funciona com o público, se é digno de pertencer à história dos palhaços e se está em um bom e verdadeiro caminho...

O que importa é estar dentro de nós!

Em minha ignorância penso que o clown é aquele ser que você descobre dentro de você, que pode ser triste, alegre ou outra coisa.

O CLOWN não é um personagem, eh o mais íntimo do ator de forma dilatada...

Nossa arte esta voltada pro público, então proponho o seguinte, ponha seu figurino, maquiagem e nariz e vá a frente do publico e perguntem: o que eu sou???...se eles disserem palhaço!!!! assumam, pois duvido que eles dirão clown...se por acaso eles disserem Clown, é que vc está se apresentando numa escola de teatro...

Aí galera, não acredito q ainda possa existir pessoas discutindo sobre esta diferença. Pessoal o q diferencia um do outro é somente seu nome. Até pq se for falar de metodologia de trabalho e dermos uma pequena passeada pelos clowns do mundo, vamos perceber q formas diferentes de trabalho não vão faltar. Precisamos deixar de criar folclores e nos importar de fato com o q interessa, como por exemplo: a importância q essa figura tem para a humanidade, mesmo com seus diversos nomes.

Mas vejo que a diferença maior está na criação do personagem:

Os PALHAÇOS em geral não são dotados de todos os sentimentos, pelo menos o que eu conheço. E por isso não provocam todos os sentimentos no público, limitando-se aos risos. O palhaço por exemplo não desperta no público um sentimento de COMPAIXÃO, e nem tem condições de fazer isso pois nem o seu personagem, nem o seu figurino não lhe permitiria.

SÃOS CARACTERISTICAS DOS PALHAÇOS - IRONIA, SARCASMO, FALSIDADE.

O CLOWN - Em geral dotados de todos os sentimentos humanos, ao mesmo tempo se torna capaz de provocar todos os sentimentos no público. O seu personagem é um ser social, capaz de se apaixonar, ter compaixão, raiva e etc...

AI JIZUIS GENTE... A RESPOSTA É SIMPLES...

DE ACORDO COM O NOBRE SÁBIO SALSICHA:

CLOWN É PALHAÇO, PALHAÇO É CLOWN

não sei onde tudo isso vai parar...quando decidirem a serem o que são me avisem para quem sabe rirmos juntos do egocentrismo que se vê presente e ainda não notado...

É muito comum chamarem-nos de palhaço na rua.

Mas tem dois "chamados".

O "chamado" de uma criança(ou mesmo adulto) querendo receber alegria e aprender através arte;

E o "chamado" de uma pessoa sarrista, maliciosa, sarcástica, ou provocante, quer chama-nos "Palhaço" para ofender, tentar irritar, ou tentar ser como nós: Engraçado.

Palhaço tudo igual dá no mesmo...conceito é conceito!?

kkkkkkkkkk nesse caso, conceito é concept...

Todo clown é palhaço, nem todo o palhaço é clown

Para os que estão em estudo, não tenham medo chamar palhaço ou clown não vai ser ofensa nem para o do circo, nem para o do teatro, somente pra quem estiver no trânsito...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Decifra-me ou devoro-te


Ser clown é abrir possibilidades. Para o novo. Para o diferente.
Diferente?
Nem tanto. Afinal, o clown é a própria pessoa - exagerada.
Tudo fica maior. Desproporcional. Assim acontecem com os defeitos.
Para o clown, eles aumentam.
Entretanto, longe de se abater, o clown sabe conduzir suas próprias imperfeições até o ponto delas se tornarem engraçadas.
É um processo doloroso, todavia. Rir das próprias imperfeições?
Mas é aí que se encontra a graça! A brincadeira, o jogo.
Olhar para si mesmo, como se houvesse um espelho ao quadrado. Perceber os defeitos e brincar com eles.
Já há tanta seriedade no mundo, com suas convenções e regras sociais.
No fundo, no fundo, todos gostariam de rir dos seus próprios defeitos.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Payaso de cuatro manos


Experimentando...
Praça Dr. Blumenau - 10/05/2009.
Foto: Vivian K. Schmude

Perdedores felizes


Juvenal e Ferrúcio gostam. Terça-feira, dia 28, foram prestigiar a Orquestra de Câmara de Blumenau que se apresentou no Teatro Carlos Gomes. A música ora suave, ora acelerada dominou o ânimo dos palhaços. Tanto que foram convidados a se retirar...

Explico. Chegaram ao teatro um pouco atrasados. A entrada estava permitida somente na parte superior do auditório Heinz Geyer. Subiram. Não gostaram dos lugares disponíveis. Avistaram o camarote vazio logo à frente. Com num passe de mágica abriram a porta do camarote e sentaram no lugar mais supimpa do teatro. Juvenal e Ferrúcio até que tentaram, mas a música dominou a ação deles. Resultado: foram expulsos. Porque onde a arte sacra é realizada qualquer outra manifestação artística é uma distração que atrapalha o andamento da ordem. Como dois perdedores felizes e subversivos tiveram de sair da apresentação que estavam admirando. Depois passearam pelo Centro, deram uma passadinha no shopping e voltaram para casa.

Outros acontecimentos da última intervenção urbana ainda estão sendo digeridos, como o senhor que por pura vontade própria atirou R$ 2,55 em moedas para os palhaços (um porquinho de porcelana será adquirido para o fundo Trampolino). Ou, quando Juvenal e Ferrúcio relaxavam nas poltronas (que fazem massagem) dentro do shopping e uma mulher e sua família, que estavam assistindo a apresentação da Orquestra, lamentaram a saída da dupla do teatro...

Agradar, incomodar... É uma polêmica mesmo.

domingo, 3 de maio de 2009

Clown Terapy

O clown desperta atenção e cativa (ou não) as pessoas, porque ele mostra algo especial para o público, que desperta a infância, desperta sentimentos - sentimentos esses represados pelo cotidiano, pela mesmice, pelo opressão da sociedade moderna e ao mesmo tempo opressora.

O clown busca o público e este, de alguma forma, presta a atenção no clown.

"Quem é este ser, que não respeita as regras sociais, que se veste diferente, age de outro jeito? E, vive tão livre, age com tanta intensidade nos seus gestos? Quem é? Eu gostaria de ser como ele."

O público pode muitas vezes pensar desta forma. É por isso tão importante o papel do clown na sociedade. Ele procura divertir, procura chocar, transgredir, e juntamente, despertar, insinuar, RELEMBRAR.

Há maneiras diferentes de viver a vida - com alegria e com curiosidade. O clown relembra as pessoas deste fato.